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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Anti-Meritocracia Brasileira

Quando você olha pra trás e segura a bolsa mais forte quando passo
mas me encara surpreso ou com raiva no ponto de ônibus quando estou no meu carro
Não reconhece o sangue das costas do meu bisavô que por um chicote foi açoitado
dizendo que “ lá fora “ foi diferente e que “aqui“ entendi tudo errado
Que “meu povo“ quer de “mão de beijada“ quando pede por Cotas
e acha “normal“ tantos mais Negros morrerem pela Rota
Ainda gosta de jogar Capoeira Angola em bairro burguês
mas não se importa de aprender bem longe de quem a fez
Acha que merece ter o que tem por “mérito“ dos seus Pais
não aceita mudar nada que possa mudar o seu conforto e seu ideais
Não me reconhece como igual
Não respeita minha família como tal
Não quer que nada mude
E luta ao envelhecer pra que continue tudo igual
Não adianta me chamar de revoltado...
te dei todas as chances, foi você que não aproveitou !

Obs: nenhuma revolta implícita (mesmo). Apenas dados coletados por mim no dia a dia! (MESMO)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Por Acaso ?

XXXXX XXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXX XXXXXXX XXXXXXX xxxx xxxxxxxXXXXX XXX
Segurando um cigarro para um amigo, pois ele nem fuma, ela o olha, bem na virada da esquina.
Ele acha que encontrou um amigo na noite apenas porque gostavam de três bandas em comum na adolescência e trocaram e-mails.
Contando o dinheiro para dar ao taxista, ela que nem queria sair de casa pois estava com cólica, é a última a sair do veículo com bandeira 2.
Gastou uma grana pra comprar aquela blusa e usar com aquela saia emprestada da amiga mas depois percebeu que tinham quinze iguais a ela.
Achou que poderia voltar dirigindo mas nem eram duas da madrugada e nem sabia onde estava estacionado o próprio carro.
Foi ao banheiro e quando voltou ficou com receio de beber do copo que tinha deixado sobre a mesa.
Após pagar cervejas e porções para os seu mais novos amigos que acabara de conhecer, não se lembrava da senha do cartão do crédito, que nem sabia se tinha, mas agora era o único na mesa.
Ao ligar o carro depois daquela semana ingrata no trabalho, achou o poste da esquina muito mais atraente do que de costume.
Percebeu que a importancia daquela pessoa, até que bem considerada, tinha mudado conforme a agenda anual.
Se pudesse levar pessoas para uma ilha, bem poucas das que a rodeavam iriam ter uma passada de ida.
Perceberam que clássicos serão sempre clássicos, sejam em Tdk 120, Vhs, Cd ou algo que o valha.
O que os tranquilizavam era que além do amor, tudo mais era verdadeiro, novo e real e não apenas mais planos e sonhos.Era a tal da opção e realidade que batia à suas portas, querendo seu espaço devido em suas vidas.
...não foi sorte, se deram bem, do começo ao...sempre!!!

domingo, 18 de julho de 2010

posso ?

Como será que faz pra ser o baixista do Morryssey ?
Eu queria ser o roadie do Billy Cobham, a palheta da PJ Harvey, a agulha do Jeff Mills, o microfone do Chuck D.Poderia ser também os acordes de Jeff Buckley, os poemas de Malcolm, a voz de Nina, uma canção de Gil, um solo de Miles...
E ficaria honrado de ter esse seu sorriso só pra mim.

sábado, 8 de maio de 2010

Conto # 32(e meio)

Todo mundo se divertia
todo mundo bebia comia e ria
todo mundo fingia com seu sorriso nervoso que nada acontecia
E através da janela todos acreditavam pois todos precisavam
De um lugar seguro pois ali estavam
Se esconder da manhã sem o sol temer
Simplesmente viver, simplesmente viver