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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SICKO - Michael Moore


Fiquei maravilhado com mais esse filme que só vi agora do Michael Moore que aqui saiu como S.O.S Saúde.
O cara mostrou as mazelas do plano de sáude existente até a era pré-Obama que convenhamos, não é muito diferente da nossa, sendo piores em alguns casos!
Ele faz uma série de entrevistas para provar que o plano unificado para todos os EUA seriam muito mais acessíveis para a população mas muito menos rentáveis para os poderosos laboratórios que vivem nos mandando pílulas abaixo da guela.
Ele me convenceu que os todo poderosos EUA tem um plano de saúde bem mais caro e caótico para a população do que lugares como Inglaterra, Canadá, França e o lugar onde ele mesmo diz "onde dorme Lúcifer", Cuba.
Tudo isso pra dizer que o nosso sistema de saúde também é uma porcaria e não me sinto tão mais seguro, mesmo pagando convênio.
Algo precisa mudar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Isso que é Parceria!


Quando a American Airlines com a Paramount e o diretor Jason Reitman (“Juno”, “Obrigado Por Fumar”) se juntaram pra fazer, "um filme", muitos já estranharam a tríade por si só. Afinal, com o enredo em mãos, poderia se dizer que era apenas um comercial de 120 minutos, mas eles foram bem além disso.
O mais impressionante é que a American Airlines conseguiu tudo isso sem gastar um único centavo. Tudo o que a Paramount e Jason Reitman queriam era livre acesso aos terminais, aviões e salas especiais da companhia nos aeroportos, além do transporte do elenco, equipe de filmagem e equipamentos para diversas cidades americanas.
Na produção de “Up In The Air”, que aqui sairá com o nome de “Amor Sem Escalas”, Ryan Bingham (intepretado por George Clooney), trabalha para uma empresa especializada em demitir pessoas. Sendo assim, ele viaja o país para realizar o trabalho sujo que os donos das companhias não tem coragem de fazer, mandar pro o olho da rua.
"Amor..." é um dos grandes candidatos da temporada de premiações do cinema. Já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Roteiro, além de outras tantas indicações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme.

domingo, 5 de julho de 2009

Budapeste - o livro e o filme


Adaptação é adaptação mas essa feita do livro homônimo, escrito por Chico Buarque, foi mais uma daquelas que quando se lê o livro antes, se espera mais. Nesse caso específico, menos. Menos mulheres, me desculpe a expressão, "pagando peitinho" na telona.
O Filme foi dirigido por Walter Carvalho, que ao meu ver, foi um pouco além nas cenas de nudez.
As cenas poderiam ter sido apenas "sugeridas", embaixo do lençol, uma coisa mais charmosa.
Não vejo função nenhuma para as cenas eróticas que se seguiram de Giovanna Antonelli e companhia. Creio ter lido algo de maior delicadeza e esperava que o Cinema Nacional já tivesse passado dessa mão pesada e datada de sexo, pobreza e violência, lembrando que os dois últimos não são mostrados nesta película. Só achei que os frames nada acrescentaram as palavras.
De qualquer forma, recomendo a sua visita a Budapeste. Ela nunca esteve tão próxima de nós.
Eu sou mais a de capa Bege.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Valsa com Bashir - de Ari Folman

Juro que fui numa daquelas sessões calmas, esperando apenas me entreter, comendo uma pipoquinha inocente, sem maiores consequências.
Esse jeito "novo" de documentar nosso "Admirável Mundo" foi essencial pra não depararmos de cara com o que viria.
As animacões criadas para o filme são tão densas, hipnóticas e sensoriais que não nos desvia do sentimento real de toda a coisa: Guerra. Seja ela dos campos ou a travada interiormente pelo nosso protagonista "animado".
Partindo do princípio que o diretor realmente esteve lá, não deixa de ser um filme muito corajoso, no tocante ao assunto e na condução, com seu "timing" justo e certeiro.
Como em qualquer batalha, muitas vidas foram ceifadas inutilmente, covardemente, injustamente, nos deixando aqueles últimos "frames" agonizantes. Não entrarei em maiores detalhes, Vá assitir!
Mas se repararmos bem, a animação já nos dava indícios de tudo isso, com uma lente mais bonita de se ver a crueldade, se é que é possível. Certas interrupções alucinóginas ali, um desvio pro mesmo lugar, acolá. A ferida já estava exposta.
Bela Obra.

"A Falange Cristã libanesa foi responsável pelos massacres ocorridos nos campos de refugiados árabes de Sabra e Shatila, em 16 e 17 de setembro de 1982. As tropas israelenses permitiram que a milícia cristã entrasse nos campos para expulsar células terroristas que acreditava-se estarem lá. Estimava-se que haveria em torno de 200 homens armados nos bunkers da OLP construídos durante a ocupação.


Quando soldados israelenses ordenaram que a Falange Cristã deixasse os campos, eles encontraram muitos mortos de diversas nacionalidades árabes, incluindo crianças e mulheres (460 de acordo com a polícia libanesa e 700-800 de acordo com o exército israelense).


A matança foi realizada para vingar o assassinato do presidente libanês Bashir Gemayel e 25 seguidores seus, mortos num ataque a bomba, na mesma semana. Israel declarou-se indiretamente responsável pelas mortes por não ter previsto a possibilidade de violência por parte da Falange. O general Raful Eitan, Chefe de Staff do exército foi demitido e o ministro da defesa Ariel Sharon (futuro primeiro-ministro) demitiu-se."
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/History/Lebanon_War.html

Não creio que o fanatismo religioso seja um caminho a ser tomado para se chegar a qualquer lugar bom, ou melhor, necessário para a humanidade. Geralmente quem o faz, não pensa no próximo e sim se acha o "Povo Escolhido", ou os Descobridores, logo, senhores daquelas terras. Qualquer que seja a desculpa será sempre em detrimento a outra nação, cor ou bandeira.
Força aos da Palestina!